
O Clima da Copa do Mundo 2026 invadiu casas, estabelecimentos comerciais, locais de trabalho, ruas e, claro, as escolas municipais da rede pública de São José do Rio Preto. Na Escola Municipal Castelo do Bosque, no Jardim Castelinho, a comunidade escolar se uniu para transformar seus espaços em cenários de celebração do esporte. A instituição atende cerca de 150 crianças de quatro e cinco anos.
Tudo começou quando a agente administrativo Joice Porto teve a ideia de apresentar a equipe escolar para os pais dos alunos de um jeito bem criativo. Ela fez um painel que remete a um campo de futebol e cada profissional ocupa uma posição na equipe. “Era um painel de boas-vindas e tivemos a ideia de tematizar com a Copa. Isso fez surgir o interesse das crianças, aguçar a curiosidade e todo mundo começou a se envolver no projeto”, conta a coordenadora pedagógica Camila Antoniassi Valejo. “Está sendo uma animação total, o Time do Castelo vestindo a camisa verde-amarela”, complementa a diretora Tatiana Ribeiro Chiaramonte. “Os porteiros estão nos gols”, diverte-se Joice.
Assim, o clima futebolístico foi tomando conta de corredores, salas de aula e pátios, por meio de pinturas, bandeiras, enfeites e cornetas, as famosas vuvuzelas. Mas, como nem só de arte e criatividade vive uma escola, as professoras começaram a desenvolver propostas pedagógicas em consonância com o tema.
Com isso, foram feitos álbuns com figurinhas dos alunos, camisetas com autógrafo dos craques da escola, pesquisas sobre os países das seleções participantes, culturas, história, geografia, jogadores e elementos que integram o universo esportivo. “Este ano, escolhemos o tema da Copa para desenvolver o projeto Ler para Pesquisar, que tem como foco o interesse das crianças. Elas trazem informações de casa e trabalhamos as fontes para pesquisa, os textos escritos”, afirma a professora Gabriella Bonil de Almeida.

No dia da abertura da Copa, alunos, professoras e funcionários estavam a caráter para torcer para o Brasil na competição. “Está todo mundo muito envolvido, as crianças participando, as professoras, funcionários. Até pintamos o pátio da escola, a partir da cultura de pintura de rua”, finaliza Camila.
