
O levantamento de maio do Índice de Infestação Predial (I.P) de Rio Preto ficou em 2,3%, o que significa que, dos 10 mil imóveis vistoriados naquele mês, 230 contavam com a presença de larvas do mosquito Aedes aegypti. O indicador é atualizado a cada três meses com o objetivo de identificar o nível de infestação do vetor nas residências e direcionar ações de controle. Todas as áreas da cidade foram vistoriadas.
O resultado mantém o município em estado de alerta para a dengue, mas demonstra melhora em relação aos índices registrados anteriormente. Em maio de 2025, o indicador estava em 2,4%, enquanto em janeiro de 2025 atingiu 6,2%. Já em janeiro deste ano, o percentual foi de 4,2%, evidenciando a redução gradual da infestação ao longo dos últimos meses.
A análise dos criadouros encontrados mostra que a maior parte dos focos continua dentro das próprias residências — 90%. Entre os grupos de recipientes onde foram identificadas larvas do Aedes aegypti, os principais correspondem aos recipientes móveis. Em 75% deles foram encontradas larvas, incluindo baldes, regadores, bebedouros de animais, garrafas, vasos e pratos de plantas, latas, frascos e plásticos descartáveis.
Na sequência aparecem os recipientes fixos, responsáveis por 14,8% dos focos encontrados, como piscinas, ralos internos e externos e vasos sanitários. Os dados reforçam a importância da participação da população na eliminação de possíveis criadouros, especialmente daqueles presentes no ambiente doméstico.
A redução dos índices de infestação acompanha a tendência observada nos casos de dengue registrados no município. O boletim epidemiológico de 10 de junho contabiliza 7.414 notificações da doença, sendo 3.874 casos confirmados, 3.310 descartados e 230 em investigação.
Os dados mostram que Rio Preto permanece em situação endêmica, ou seja, com número de casos dentro do esperado para o período. Além disso, os casos confirmados seguem em queda, com redução de 88,3% em comparação ao mesmo período de 2025.
Diante do atual cenário epidemiológico, marcado pela redução da transmissão e pela estabilização dos indicadores, o boletim da dengue passará a ser divulgado mensalmente, no primeiro dia útil de cada mês, juntamente com os demais boletins epidemiológicos do município. A medida permite acompanhar a evolução da doença de forma contínua e transparente, mantendo a população informada sobre a situação epidemiológica local.
Apesar da queda dos casos, a prevenção deve continuar durante todo o ano. A eliminação dos criadouros continua sendo a principal forma de evitar a proliferação do mosquito e reduzir o risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika.
Por isso, a limpeza da residência deve ser realizada semanalmente, com atenção especial aos locais que possam acumular água.
Na parte interna da residência, recomenda-se:
No quintal, é importante:
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem Estar (3). Conheça a Agenda 2030: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs